A primeira a perceber · A última a desistir
Família do agente
A família costuma perceber antes de todos aquilo que o agente tenta suportar em silêncio: o sono que desaparece, a irritabilidade que se torna frequente, o medo constante, o isolamento, as limitações físicas e a mudança de comportamento depois de anos submetido à pressão do serviço.
É também a família que acompanha o afastamento, enfrenta a redução da renda, organiza documentos, procura atendimento e sustenta a rotina quando a saúde, a carreira ou a liberdade do agente estão ameaçadas por uma doença, uma acusação ou um processo disciplinar.
Por isso, ela não ocupa um lugar secundário. Sua história pode ajudar a reconstruir a evolução dos fatos, preservar informações importantes e revelar consequências que não aparecem em um laudo ou assentamento funcional. Em situações de incapacidade ou falecimento, os dependentes também podem possuir direitos próprios que exigem orientação e proteção.
Nossa atuação acolhe o agente e compreende a realidade de quem permanece ao seu lado. Porque, quando um profissional de segurança entra em crise, responde a uma acusação ou perde sua capacidade para o serviço, os efeitos não terminam nele: alcançam toda a família.
Defender o agente também é proteger quem enfrenta essa realidade com ele
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